

Um felino silvestre, não identificado oficialmente, foi resgatado na sexta-feira (23/01), nas dependências do SEST SENAT, em Santa Rosa.
O animal foi localizado em uma árvore dentro da instituição e capturado com segurança pela Patram, com auxílio do Corpo de Bombeiros.
Após o resgate, o felino foi acondicionado em uma gaiola apropriada e deverá passar por avaliação antes do destino final.
O caso reforça o alerta sobre a presença cada vez mais frequente de animais silvestres em áreas urbanas.
GATO-DO-MATO-PEQUENO
A reportagem entrou em contato com a bióloga e professora da UFFS-Cerro Largo, doutora Daniela Oliveira de Lima, que é uma colaboradora assídua do Portal LH Franqui, para a identificação do felino.
Como a única foto disponível não é a mais apropriada para uma avaliação, a bióloga pediu a colaboração de um colega. Ambos chegaram à conclusão que o animal é provavelmente um Leopardus guttulus, popular gato-do-mato-pequeno.
O gato-do-mato-pequeno ou gato-do-mato-do-sul é considerado o menor felino do Brasil, pesando cerca de 1 a 3 kg. De aparência delicada e pelagem marcada por rosetas escuras, ou completamente preta nos indivíduos melânicos (aumento da concentração de melanina).
Ocorre principalmente no Brasil, com registros também no Paraguai e nordeste da Argentina, especialmente nos domínios da Mata Atlântica e do Cerrado. Entretanto, parece apresentar uma maior afinidade pela Mata Atlântica, onde há mais registros e populações aparentando maior viabilidade.
Por muito tempo, o Leopardus guttulus foi considerado uma subespécie do gato-do-mato (Leopardus tigrinus), mas análises genéticas e morfológicas recentes levaram ao seu reconhecimento como espécie distinta. Sua pelagem é densa e os pelos crescem todos voltados para trás, inclusive na cabeça e nuca, uma característica pouco comum entre os felinos.