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Publicado em 23/01/2026 08:27:22 • Saúde

Estresse detona saúde e reduz imunidade

Confira sete estratégias para gerenciar melhor o estresse
Imagem meramente ilustrativa (Foto: Canva)

Estresse e ansiedade costumam carregar uma fama injusta. Em doses pontuais, não são vilões — são mecanismos essenciais de sobrevivência. O estresse agudo coloca o corpo em estado de alerta, preparando-o para reagir diante de ameaças. A ansiedade, por sua vez, surge como resposta à incerteza e ajuda a antecipar riscos.

O problema começa quando esses estados deixam de ser exceção e passam a dominar a rotina. A ativação constante do organismo cria um desgaste silencioso que afeta desde a pele e os cabelos até o sistema imunológico, o apetite e a saúde mental.

 

Quando o estresse vira crônico

Para o corpo, pouco importa se o perigo é um animal feroz ou uma cobrança do trabalho. Diante de qualquer situação estressora, há liberação de noradrenalina e dopamina, substâncias que elevam o estado de alerta. Batimentos cardíacos aceleram, as pupilas se dilatam e a musculatura se contrai. Ao mesmo tempo, o sistema imunológico entra em prontidão para lidar com possíveis ferimentos ou infecções.

Em situações pontuais, essa resposta dura segundos. No estresse crônico, porém, o estímulo contínuo mantém o organismo em hiperativação. Esse estado prolongado gera estresse oxidativo, que provoca lesões celulares, e esgota o sistema imune, que permanece em alerta esperando uma ameaça que não se concretiza. Com isso, as defesas caem e o corpo fica mais vulnerável a doenças.

Pesquisas mostram que os efeitos desse esgotamento não são passageiros. A imunidade pode permanecer comprometida por até dois anos após um evento estressor negativo, período em que falhas na vigilância celular podem facilitar infecções.

 

Impacto nos órgãos

Alguns sistemas do corpo reagem de forma mais direta ao estresse prolongado:

Coração: a elevação constante da frequência cardíaca mantém as artérias mais contraídas, reduz a reserva cardíaca e dificulta o controle das placas de gordura, aumentando o risco de infarto e AVC.

Estômago: a hiperativação interfere na digestão e aumenta a liberação de suco gástrico. Sem alimento suficiente para neutralizá-lo, o ácido agride a mucosa do estômago, favorecendo gastrite e úlceras.

Cérebro: estressado, o organismo também libera cortisol, um hormônio que hiperativa o corpo. Níveis elevados e persistentes de cortisol mantêm o organismo desregulado, favorecendo ansiedade, distúrbios do sono e prejuízos cognitivos, como falhas de memória e dificuldade de concentração.

 

Pele e cabelo também sentem

A chamada conexão pele-cérebro tem ganhado destaque na ciência. A pele tem receptores para hormônios liberados em situações de estresse, como cortisol e adrenalina. Não por acaso, quadros como acne, vitiligo, dermatite atópica, psoríase e urticária crônica costumam surgir ou piorar em períodos de tensão prolongada.

O estresse atua como um gatilho em pessoas geneticamente predispostas, alterando a composição lipídica da pele e o equilíbrio dos micro-organismos, o que favorece inflamações. Processos semelhantes podem atingir os folículos pilosos, contribuindo para condições como a alopecia areata, caracterizada pela queda localizada de cabelos ou pelos, como barba e sobrancelha.

 

O impacto no prato

O estresse também mexe com o apetite — e nem sempre de forma previsível. A ativação constante do organismo pode reduzir levemente o olfato, levando à busca por alimentos mais gordurosos e condimentados. Além disso, ansiedade e estresse elevados costumam estimular o consumo de alimentos densamente calóricos, ricos em açúcar e gordura, usados como uma forma de conforto emocional.

Esse comportamento, conhecido como comer emocional, não acontece com todos, mas é mais comum em pessoas que utilizam a comida para aliviar frustração e desconforto. O problema é que esses alimentos oferecem alívio rápido, sem resolver a causa do estresse, além de contribuírem para ganho de peso e desregulação metabólica quando consumidos em excesso.

O sistema imunológico também paga a conta. Para funcionar bem, ele depende de uma alimentação equilibrada, rica em fibras, proteínas e minerais. O estresse crônico interfere na absorção de vitaminas do complexo B, especialmente a B5, importante para a imunidade, e a B12, essencial para memória e concentração.

 

Quando a saúde mental entra em risco

Sem manejo adequado, estresse e ansiedade criam um efeito cascata. A hiperativação constante leva ao esgotamento físico e emocional. O vigor inicial dá lugar ao desânimo, à sonolência, à falta de foco e à indisposição. Pensamentos negativos recorrentes — como sensação de fracasso e dúvida sobre o próprio desempenho — podem abrir caminho para quadros depressivos.

Além disso, o estresse intensifica irritabilidade e agressividade, podendo prejudicar relações interpessoais. O sono também é comprometido, se tornando fragmentado, superficial e, em alguns casos, pode evoluir para insônia. Todo esse desequilíbrio também reduz a liberação de hormônios ligados ao bem-estar, como serotonina, dopamina, endorfina e oxitocina.

 

Sete estratégias para gerenciar melhor o estresse

Especialistas apontam que pequenas mudanças no dia a dia podem ajudar o corpo a recuperar o equilíbrio interno, conhecido como homeostase. Entre as principais estratégias estão:

Respiração lenta e abdominal;

Relaxamento muscular consciente, soltando ombros, mãos e maxilar;

Meditação para reduzir a antecipação ansiosa do futuro;

Atenção à alimentação e ao sono;

Exercitar o otimismo e buscar aprendizados nas experiências;

Investir em atividades prazerosas -- inclusive a companhia de um animal de estimação;

Reduzir o excesso de estímulos digitais, sem abrir mão das relações sociais.

Até mesmo uma caminhada regular já contribui para reequilibrar o organismo, ajudando corpo e mente a saírem do modo de alerta constante.

Fonte: VivaBem / UOL
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