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Publicado em 2020-02-27 16:05:03

A primeira sessão da Câmara de Vereadores

Legislativo cerro-larguense reuniu-se pela primeira vez em 1º de março de 1955
Arthur Berwanger, primeiro presidente da Câmara de Vereadores (Foto: Arquivo)

No dia 1º de março de 1955 acontecia a primeira reunião da história do legislativo cerro-larguense em uma sala da antiga Prefeitura.

Recém-empossados, os primeiros vereadores tinham tudo por fazer. Talvez por isso essa primeira sessão tenha envolvido assuntos tão variados. Ao abrir a reunião, o presidente Arthur Berwanger apresentou a primeira proposição. Era preciso adquirir um cruxifixo para a sala de sessões. Sua sugestão, aprovada por unanimidade, era que os trabalhos se iniciassem sempre com um louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Laureano Schoffen requeriu ao Presidente que fossem adotados o Código de Posturas e a Lei Orgânica do Município de São Luiz Gonzaga , bem como o Regimento Interno daquela Câmara de Vereadores, até que Cerro Largo tivesse elaborado os seus próprios. Em seguida foi nomeada uma comissão para realizar a tarefa.

Seno Stracke lembrou da necessidade de começarem logo os serviços de aberturas de estradas. Outro assunto discutido foi sobre a situação dos mascates, que seriam um verdadeiro flagelo para a colônia e um concorrente desleal para o comércio legalizado, contribuinte dos cofres públicos. Por isso, era urgente que os impostos municipais fossem aplicados com rigor sobre o comércio ambulante. Também foi aprovada a proposição do vereador Guido Steffens para que se inscrevesse no monumento da fundação a data histórica da fundação do Município.

Foi levantada a questão de se fazer um busto em homenagem ao fundador da colônia, Pe. Max Von Lassberg. Os vereadores concordaram, no entanto, que não seria aquele o momento mais adequado de erguer-se o monumento, devido a urgência de tantas outras obras para a comunidade. Ao final dessa discussão, Guido Stetffens deu a boa notícia de que Cerro Largo havia sido contemplado pelo governo do Estado com um trator, o que permitiria o início imediato do trabalho nas estradas.

A sessão já estava por encerrar quando foi encaminhado pelo Executivo o primeiro projeto de lei a ser apreciado na Câmara. Por meio do projeto, o Prefeito pedia autorização para realizar uma operação de crédito, no que foi atendido. Um segundo pedido também foi aprovado. O Executivo solicitava autorização para efetuar as despesas inadiáveis no que se referia aos serviços rodoviários, educacionais e de ordem burocrática do Município.

Esses pedidos seriam uma constante nos primeiros anos da administração pública, já que o Município, recém-criado, carecia de infra-estrutura básica. Não havia estradas pelo interior, nem pontes, nem maquinário, nem energia elétrica ou telefone.

Em 1955 também não estava concluído ainda o levantamento topográfico do município e era preciso resolver a questão das muitas áreas devolutas que o Estado possuía na Colônia desde 1902.

Fonte: Folha da Produção
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