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Publicado em 28/06/2022 17:21:11 • Saúde

População rural está vulnerável a ansiedade e depressão

70% dos países gastam menos de 20% do seu orçamento com saúde mental nas zonas rurais
Crédito: Mapa / Divulgação

Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que quase 70% dos países gastam muito pouco em saúde voltada para a população do campo e de comunidades afastadas, como indígenas e ribeirinhos. Embora pouco comentado, esse assunto é de extrema importância, especialmente nos tempos atuais.

Por estarem geograficamente distantes dos grandes centros urbanos, as pessoas que vivem nas áreas rurais sofrem muito mais com os impactos da falta de uma infraestrutura básica no momento que precisam. Um desses problemas, inclusive, é a falta de estudos sobre como anda a saúde das populações do campo.

Existem poucos levantamentos a respeito e o que se sabe é que esses trabalhadores estão muito mais vulneráveis às doenças mentais. Isso porque lidam com constante frustração econômica, devido aos altos riscos de se trabalhar com variáveis incontroláveis (como as condições de temperatura e as previsões de chuva). Os dados sobre índice de depressão e transtornos de ansiedade são, inclusive, mais alarmantes do que os da cidade, segundo Bruno Shiozawa, CEO da Jungle, uma startup que tem trabalhado com o assunto.

Alguns dos sintomas que Bruno traz como alerta para essa população em situação de vulnerabilidade são o uso de drogas - como as bebidas alcoólicas -, irritabilidade, falta de apetite e dormir pouco. Diante desse quadro, Bruno afirma que nunca foi tão importante, principalmente agora em tempos de pandemia e pós pandemia, a gente olhar para a população do agro de uma maneira mais assertiva.

Também, ele deu algumas dicas de como se prevenir desses transtornos de ansiedade ou até depressão. Uma delas, é a prática de algum esporte ou atividade que estimule a criatividade, mesmo que de forma esporádica, como, por exemplo, jogar futebol com os amigos ou alguma coisa que exija uma habilidade manual. Em segundo ponto, investir em relações com as pessoas que se gosta - chamá-las para um almoço no final de semana, por exemplo. E o terceiro ponto é cuidar do sono, ou seja, dormir bem.

O principal de tudo isso, segundo Bruno, é buscar ajuda quando não se sentir bem. Isso vale desde compartilhar com um profissional até conversar com um familiar ou colega de trabalho.

 

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Fonte: Cassiano Ribeiro / Globo Rural
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