

A noite de quinta-feira (22/01) entrou para a história do futebol gaúcho com um marco inédito na arbitragem.
A árbitra Andressa Hartmann, natural de São Paulo das Missões, tornou-se a primeira mulher a comandar uma partida da Série A do Campeonato Gaúcho de Futebol masculino. O jogo entre São José e Monsoon, pela quarta rodada do Gauchão, realizado no Estádio Passo D’Areia, em Porto Alegre, simbolizou um avanço histórico no esporte estadual.
Integrante dos quadros da Federação Gaúcha de Futebol (FGF) e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Andressa, de 32 anos, já construiu uma trajetória sólida na arbitragem. Desde 2021 no quadro nacional da CBF, vem acumulando experiências importantes tanto no futebol masculino quanto no feminino, além de competições de base.
Em 2024, a árbitra missioneira já havia protagonizado outro feito histórico ao participar da primeira partida comandada por um quarteto feminino de arbitragem em competições organizadas pela FGF. O jogo ocorreu pela Copa FGF, no confronto entre Aimoré e São Paulo de Rio Grande, reforçando o avanço da presença feminina na arbitragem gaúcha.
Em nível nacional, a carreira de Andressa Hartmann também segue em ascensão. Ela já atuou em várias partidas, como na Série D do Campeonato Brasileiro, no Campeonato Brasileiro Feminino e esteve à frente da final da Série B do Gauchão, entre Guarani de Venâncio Aires e Apafut.
Com experiência prévia como jogadora de futebol e futsal, Andressa leva para o apito uma leitura apurada de jogo, postura firme e segurança na condução das partidas. Sua atuação representa não apenas um marco histórico, mas também um símbolo de quebra de barreiras e de valorização profissional das mulheres na arbitragem.
Na saída de campo, Andressa revelou ter sido informada da escala por uma colega da equipe e descreveu o momento como uma conquista pessoal e coletiva, um marco na luta das mulheres dentro do futebol.
"Minha colega mandou uma mensagem dizendo que alguém teria que pagar a estreia. Brincamos entre colegas que o estreante paga a janta. Fiquei sem entender, então fui assistir à audiência de designação dos árbitros, ouvi meu nome e tive essa felicidade", disse ao Globo Esporte.
"Além de uma conquista pessoal, é também conquista coletiva, não posso esquecer de citar as antecessoras que abriram espaços para que eu estivesse aqui, e também as que trabalham ao meu lado. É um marco para mim, mas também na luta das mulheres dentro desse espaço", finalizou.