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Publicado em 28/09/2026 10:41:47 • Saúde

Parada cardíaca e a importância do socorro imediato

Compressão torácica e uso do desfibrilador aumentam chances de sobrevivência
Imagem meramente ilustrativa (Foto: Canva)

Em casos de parada cardiorrespiratória, cada segundo conta. A reportagem conversou com o cardiologista Sérgio Timerman, do InCor (Instituto do Coração) do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP), e Camila Lunardi, médica emergencista e presidente da ABRAMEDE (Associação Brasileira de Medicina de Emergência), que alertam que o início imediato das manobras de ressuscitação e a aplicação rápida do desfibrilador são fatores determinantes para salvar vidas.

A atuação de pessoas presentes no local, mesmo sem formação médica, pode fazer toda a diferença.

 

O risco de não agir é maior do que o de agir

Camila Lunardi esclareceu que o principal risco associado à intervenção de um leigo não está na manobra em si, mas na possibilidade de iniciar a massagem em um paciente que não esteja realmente em parada cardíaca.

"Quando a gente tá falando que o paciente já está em parada cardíaca, ele já tá na pior situação que ele pode estar", afirmou. "Literalmente, ele está morto."

Diante disso, a especialista reforçou que a massagem cardíaca funciona como uma substituição do batimento do coração e deve ser realizada o mais rapidamente possível.

Lunardi destacou ainda que o desfibrilador é um equipamento fundamental nesse processo. Segundo ela, locais como o metrô apresentam altas taxas de recuperação de pacientes justamente pela chegada rápida do aparelho ao local da ocorrência.

"O leigo, sabendo usar o desfibrilador, sabendo colocar o desfibrilador no paciente e instalar, ele ajuda muito", ressaltou.

A especialista também lembrou que o uso do desfibrilador é obrigatório por lei em grandes centros e locais com intensa circulação de pessoas, sendo exigida ainda a presença de equipe treinada.

 

Tempo ideal para o primeiro choque é de menos de 3 minutos

Sérgio Timerman detalhou que o tempo ideal entre a parada cardíaca e a aplicação do primeiro choque de desfibrilação é de menos de três minutos. "Os números não mentem", afirmou.

Ele citou como exemplo os cassinos de Las Vegas, onde a taxa de sobrevivência em casos de parada cardíaca chega a 70,6% — resultado atribuído ao fato de o primeiro choque ser aplicado em menos de um minuto após o evento.

"Por isso que eles chegam a 70,6% de sobrevida", explicou.

Em comparação, Timerman mencionou que a taxa de sobrevivência no contexto discutido durante a entrevista gira em torno de 40%.

A conclusão dos especialistas é direta: quanto mais rápido forem iniciadas as compressões torácicas e aplicado o choque, maiores são as chances de o paciente sobreviver.

"O tempo é cérebro, o tempo é vida", conclui Timerman.

Fonte: CNN Brasil
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