
No encontro do dia 19 de maio, do Grupo Travessia — Grupo de Apoio ao Luto, promovido por meio de atividades do RAPS, pela Secretaria Municipal de Saúde, os participantes trocaram as salas tradicionais pelo aroma e pelo toque da panificação terapêutica.
À primeira vista, fazer pão parece apenas uma atividade cotidiana, mas, para quem vivencia a perda, cada etapa desse processo fala silenciosamente ao coração.
Por intermédio da panificação terapêutica, foi possível trabalhar importantes aspectos emocionais e afetivos:
Externalização e alívio corporal: o ato de amassar e sovar a massa exige energia física.
O respeito ao tempo: a massa do pão possui o seu próprio tempo para crescer, e ele não pode ser apressado. Assim também acontece no luto, onde é necessário respeitar o ritmo interno e compreender que a espera e o silêncio fazem parte da reconstrução.
A alquimia da transformação: ingredientes simples se transformam em algo novo através do calor do forno. Da mesma forma, mesmo que a dor da perda transforme a vida para sempre, ainda é possível reconstruir caminhos repletos de sentido, acolhimento e afeto.
Ao final do encontro, partilhar o pão quentinho fortaleceu os vínculos de comunidade e cuidado, lembrando que ninguém precisa atravessar a dor sozinho.